quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Cristo e a Criatividade

Cristo entrou em nosso mundo como o Criador, traduzindo a existência celestial em terrena. Quando nossa fé em Cristo é combinada com nossos próprios esforços humanos na criação, acaba-se criando uma forma mais diversificada e rica de comunicação. Durante séculos, os artistas têm buscado ter acesso ao transcendente por meio de suas criações. A linguagem das artes, pode-se afirmar, é uma linguagem nascida da fé.
Em outras palavras, todas as formas de arte tentam traduzir o que é invisível para o que é visível. O pintor Joel Sheesley declara: “Eu penso que a definição de conteúdo na arte é muito parecida com a definição de fé dada pelo Novo Testamento, que a chama de ‘certeza das coisas que se esperam’. Especialmente quando nos envolvemos com a arte com uma visão redimida, ela torna-se uma atividade de fé, traduzindo a “certeza das coisas que se esperam” a partir de palavras, da pintura e de outros materiais para o conteúdo e a forma da arte.
A diversidade passa então a ser criada não a partir da desconstrução ou fragmentação, mas da unidade. A fé nos instiga a criar a partir de uma linguagem renovada, que une até mesmo a linguagem dividida de uma época, redimindo assim a própria comunicação.
- trecho inicial do prefácio de Cristo e a Criatividade — rabiscando na areia de Michael Card por Makoto Fujimura

Makoto Fujimura é um artista, escritor e orador que é reconhecido mundialmente como uma influência cultural em ambos os meios religiosos e seculares.

Rabiscos na areia

"Foi arte e foi teatro ao mesmo tempo, mas foi ainda mais. Naquela manhã, o que falou mais poderosamente à turba foi o que Ele não disse. Foi como um copo de água fresca para uma adúltera sedenta e um jato de água fria no rosto para um grupo de fariseus furiosos. 

Até hoje não temos a menor idéia do que Jesus rabiscou na areia duas vezes. Em geral tem-se feito a pergunta errada através dos séculos. Trabalha-se no conteúdo sobre o que ele poderia ter escrito. Pergunta-se o quê sem nem sequer perceber-se que a verdadeira pergunta deveria ser por quê? Não é o conteúdo que importa, mas o porquê de ele ter feito isso. Inesperado. Irritante. Criativo."



- Estou lendo o livro Cristo e a Criatividade — rabiscando na areia do músico, cantor e compositor premiado Michael Card, que pelas primeiras páginas já posso recomendar a todos que trabalham ou se envolvem com a arte e desejam fazê-la sobe a perspectiva de Cristo.