Cristo entrou em nosso mundo como o Criador, traduzindo a existência celestial em terrena. Quando nossa fé em Cristo é combinada com nossos próprios esforços humanos na criação, acaba-se criando uma forma mais diversificada e rica de comunicação. Durante séculos, os artistas têm buscado ter acesso ao transcendente por meio de suas criações. A linguagem das artes, pode-se afirmar, é uma linguagem nascida da fé.
Em outras palavras, todas as formas de arte tentam traduzir o que é invisível para o que é visível. O pintor Joel Sheesley declara: “Eu penso que a definição de conteúdo na arte é muito parecida com a definição de fé dada pelo Novo Testamento, que a chama de ‘certeza das coisas que se esperam’. Especialmente quando nos envolvemos com a arte com uma visão redimida, ela torna-se uma atividade de fé, traduzindo a “certeza das coisas que se esperam” a partir de palavras, da pintura e de outros materiais para o conteúdo e a forma da arte.
A diversidade passa então a ser criada não a partir da desconstrução ou fragmentação, mas da unidade. A fé nos instiga a criar a partir de uma linguagem renovada, que une até mesmo a linguagem dividida de uma época, redimindo assim a própria comunicação.
- trecho inicial do prefácio de Cristo e a Criatividade — rabiscando na areia de Michael Card por Makoto Fujimura
Makoto Fujimura é um artista, escritor e orador que é reconhecido mundialmente como uma influência cultural em ambos os meios religiosos e seculares.
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