
Foto: Inês Pataco
"Jesus, Jew, Muhammad, it's true...All sons of Abraham. Father Abraham, speak to your sons. Tell them, No more!"
Quando a frase surgiu, meus olhos nem acreditavam... um show de rock, milhares de pessoas lotando o estádio e a música contagiando a todos, era o show mais espetacular que ja havia visto.
Esses quatro irlandeses podiam levar toda a atenção para si, para suas performaces, estavam sendo adorados por milhares de fãs, porém o show não era apenas do U2, mas era "in the name of love" como diz a música Pride.
A frase CoeXisT surgiu como um sinal para os povos, como uma bandeira diante da guerra e do sangue derramado em nome da religião.
Nascido na Irlanda, Bono canta Sunday, Bloody Sunday para relembrar os conflitos religiosos entre católicos e protestantes em seu país.
Em seus shows o U2 eleva o público a pensar em questões como a pobreza e a fome na Africa, os direitos humanos, a iniciativa de lutar por um mundo melhor, e a coexistência da fé, das religiões... E além dos shows, Bono, é famoso por seu engajamento em campanhas humanitárias.
"A revista americana Time elegeu Bono uma das Pessoas do Ano de 2005, ao lado de Bill e Melinda Gates. Da vaidade ao engajamento, Bono está também em dois espetáculos lançados agora em DVD: o festival Live 8 e o show da turnê Vertigo, do U2. Foi a conjunção entre o estrelato e a ação política que levou o vocalista de 45 anos de volta à capa da Time. O semanário o apresenta como um 'constant charmer' - no sentido de uma pessoa atraente e persuasiva -, que 'chantageou moralmente os líderes dos países mais ricos a perdoar US$ 40 milhões da dívida dos países mais pobres'. O mesmo irlandês que há mais de 20 anos arrasta multidões nos shows do U2 também coleciona encontros com poderosos como George Bush e o próprio Gates, apoiador de um dos projetos de Bono, a ONG DATA, voltada ao combate à Aids e ao perdão da dívida dos países africanos.
Daí o CoeXist. Se somos todos descendentes do mesmo pai, porque há tantas guerras?
COEXIST, lembra as questões religiosas, a lua muçulmana, o selo de Salomão judaico e o crucifixo cristão, se tudo cabe numa mesma palavra, porque não coexistir no sentido literal."
Créditos: Golfinho (materia baseada em seu weblog) - http://golfinhu2.weblog.com.pt/
